sexta-feira, janeiro 29

Dispensas e explicações no Juventude

Assim que chegou ao Estádio Alfredo Jaconi na tarde de ontem, o zagueiro Dirley foi chamado pela direção do Juventude para receber a notícia de que estava sendo dispensado. Foi o primeiro a pagar o pato pela vexatória goleada de 5 a 0 sofrida para o Inter, quarta-feira, no Beira-Rio, pela quarta rodada do Gauchão. Além dele, foram mandados embora o meia João Cléber e o lateral Alexandre, promovidos no ano passado do time B.

– Ele não passou pela nossa avaliação técnica. A torcida reclamava dele, pegava no pé. Além disso, tinha um salário muito acima dos demais – disse o vice-presidente de futebol Juarez Ártico.

Aos 28 anos, Dirley tinha contrato até novembro e recebia cerca de R$ 20 mil. A média de salário do atual grupo gira entre R$ 4 mil e R$ 7 mil. A direção e o jogador devem fazer um acordo para rescindir o vínculo. O zagueiro chegou no Jaconi em 2008, após fazer um bom Gauchão pelo São Luiz, de Ijuí. Disputou a Série B e saiu do clube em 2009, emprestado para o Paraná.

Sem Dirley, o técnico Osmar Loss deve colocar Fred no setor. A prioridade é corrigir os erros defensivos. Afinal, o Juventude sofreu 12 gols em quatro jogos. Domingo, o adversário é o Veranópolis, time que tem o melhor ataque da competição ao lado do Inter, com 11 gols.

Mais quatro jogadores deixaram o grupo principal. O meia João Cléber e o lateral Alexandre também foram dispensados. O atacante Índio e o volante Jackson voltam aos juniores.

O volante Umberto, que veio do Ituiutaba-MG, ganhou condição legal de jogo ontem e vai estrear domingo. Ele assume a vaga de Fred, que vai para a zaga.

A direção busca contratar ainda de três a cinco jogadores. As prioritárias são lateral-direito, zagueiro, volante, meia e atacante.

Ontem, o clima no Jaconi era de abatimento. O atacante Maycon lamentou mais uma goleada no Beira-Rio e prometeu providências:

– Cada um tem que assumir suas responsabilidades. Temos que nos puxar e jogar bem contra o Veranópolis.

Para Juarez Ártico, vai demorar mais um pouco para o time se livrar do estigma de fracassos recentes.

– A gente não vai corrigir em um mês os erros de três ou quatro temporadas.

Fonte: Jornal O Pioneiro (Caxias do Sul)